<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2330165397350510816</id><updated>2012-02-16T16:44:12.774-08:00</updated><title type='text'>UNBERSTANDIG</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://unbestandig.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unbestandig.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>UNbeständig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09240198168476819859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2330165397350510816.post-7589885752415144376</id><published>2011-06-07T19:57:00.001-07:00</published><updated>2011-06-07T20:05:20.982-07:00</updated><title type='text'>Peter Pan &amp; Wendy por Barrie.James Matthew, 1860-1937.</title><content type='html'>&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.6px Arial"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;1. Surge Peter&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.6px Arial"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.6px Arial"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Todas as crianças crescem — menos uma. Elas logo descobrem que vão crescer, e a maneira como Wendy descobriu isso foi a seguinte. Um dia, quando tinha dois anos, ela estava brincando no jardim e, depois de colher mais uma flor, correu para junto de sua mãe. Acho que devia estar linda, pois a sra. Darling levou a mão ao coração e exclamou: "Ah, se você ficasse assim para sempre!". Foi tudo o que aconteceu entre elas com relação a esse assunto, mas a partir daí Wendy soube que teria de crescer. A gente sempre sabe, quando tem dois anos. Dois é o começo do fim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Eles moravam na casa de número 14. Até Wendy chegar, sua mãe era a pessoa mais importante ali. Uma mulher encantadora, com uma cabeça romântica e uma boca delicada e zombeteira. Sua cabeça romântica era como aquelas caixinhas, uma dentro da outra, que são fabricadas no enigmático Oriente: por mais que você as retire lá de dentro, sempre sobra mais uma. E sua boca delicada e zombeteira guardava um beijo que Wendy nunca conseguiu ganhar, embora ele estivesse ali, bem visível no canto direito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A maneira como o sr. Darling conquistou a sra. Darling foi esta: os muitos cavalheiros que eram meninos quando ela era menina descobriram ao mesmo tempo quea amavam e todos correram para sua casa a fim de pedi-la em casamento. Todos, menos o sr. Darling, que tomou um táxi, chegou lá primeiro e assim a conquistou. Conseguiu que ela lhe desse tudo, a não ser a caixinha mais secreta e o beijo no canto da boca. Nunca soube daquela caixinha, e com o passar do tempo desistiu de tentar ganhar o beijo. Wendy achava que Napoleão teria conseguido, mas eu o imagino tentando e em seguida saindo furioso, batendo a porta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O sr. Darling se gabava de que a mãe de Wendy não só o amava, como o respeitava também. Ele era um desses tipos profundos que sabem tudo sobre ações e bolsa de valores. Naturalmente ninguém sabe de verdade, mas ele parecia saber, e muitas vezes falava sobre alta de ações e queda da bolsa de um jeito que fazia qualquer mulher respeitá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A sra. Darling se casou de branco e no começo manteve as contas da casa na mais perfeita ordem, registrando todas as despesas quase com alegria, como se fosse um jogo. Não lhe escapava sequer uma abobrinha, por pequena que fosse, mas com o tempo abóboras inteiras foram ficando de fora e no lugar delas surgiram retratos de bebês sem rosto. Ela os desenhava quando devia estar fazendo contas. Eram os seus palpites.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Wendy nasceu primeiro. Depois veio João e, por fim, Miguel.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Até uma ou duas semanas após a chegada de Wendy, eles não tinham certeza de que poderiam mantê-la, pois se tratava de mais uma boca para alimentar. O sr. Darling estava terrivelmente orgulhoso, mas era muito honrado, e, sentado na beira da cama da esposa, segurava sua mão e calculava as despesas enquanto ela o fitava com uma expressão suplicante. A sra. Darling queria correr o risco a qualquer preço, mas ele não agia assim. Agia com lápis e papel na mão e tinha de começar tudo outra vez quando ela o confundia com suas sugestões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;— Não me interrompa — ele pedia. — Tenho uma libra e dezessete xelins aqui, e dois xelins e seis pence no escritório. Cortando o meu café lá no trabalho, posso economizar, digamos, dez xelins, e assim chegar a duas libras, nove xelins e seis pence, o que, com os dezoito xelins e três pence que você tem, dá três libras, sete xelins e nove pence; mais cinco libras no meu talão de cheque, são oito libras, sete xelins e nove pence... Quem é que está se mexendo?... Oito, sete, nove, e vão nove... Não diga nada, meu amor... Mais a libra que você emprestou para aquele homem que veio aqui pedir... Calma, nenê... Vai o nenê... Pronto, você me atrapalhou! Eu falei nove libras, sete xelins e nove pence? Falei, sim. O que eu quero saber é: será que conseguimos viver um ano com nove&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;libras, sete xelins e nove pence?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; — Claro que sim, Jorge! — ela exclamava. Mas estava sendo parcial em favor de&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Wendy, e, dos dois, quem tinha maior firmeza de caráter na verdade era ele. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;— Pense na caxumba — ele a lembrava de um jeito quase ameaçador, e começava tudo de novo. — Caxumba, uma libra, é o que anotei, mas acho que deve custar uns trinta xelins... Não diga nada. Sarampo, uma libra e cinco xelins; rubéola, meio guinéu. São duas libras, quinze xelins e seis pence... Pare de balançar o dedo... Tosse comprida,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;digamos quinze xelins... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;E Jorge continuava por aí afora, cada vez chegando a um resultado diferente, mas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;no fim Wendy conseguiu ser aceita, com a caxumba reduzida a doze xelins e seis pence e o sarampo e a rubéola contabilizados como uma única doença.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A história se repetiu quando João nasceu e Miguel escapou por um triz de ser recusado, mas eles também ficaram com os pais. Logo os três estavam indo, um atrás do outro, para o jardim-de-infância da srta. Fulsom, acompanhados pela babá.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A sra. Darling queria fazer tudo como manda o figurino e o sr. Darling queria ser exatamente igual a seus vizinhos; portanto, não podiam deixar de ter uma babá. Como nunca lhes sobrava dinheiro, pois as crianças consumiam grande quantidade de leite, essa babá era uma cadela toda empertigada, da raça terra-nova; chamava-se Naná e, antes de ser contratada pelos Darling, não pertencia a ninguém em especial, mas sempre tinha tido muita consideração por crianças. Ela conheceu os Darling no parque Kensington, onde passava a maior parte do tempo xeretando os carrinhos de bebê. As babás descuidadas simplesmente a odiavam, não só por isso mas também porque ela as seguia até as casas onde trabalhavam e as denunciava às respectivas patroas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Naná se revelou uma babá perfeita. Era muito cuidadosa na hora do banho e ao menor choro de seus pupilos levantava-se a qualquer hora da noite. Naturalmente dormia no quarto das crianças, onde os Darling instalaram sua casinha. Sabia como ninguém quando uma tosse exigia providências sérias e quando requeria apenas uma meia enrolada no pescoço. Até o fim da vida acreditou piamente em remédios antigos, como folha de ruibarbo, e sempre demonstrou o maior desprezo por germes e outras bobagens que estavam na moda. Ao acompanhar as crianças até a escola, dava uma verdadeira aula de boas maneiras: caminhava calmamente ao lado delas quando se comportavam bem e as obrigava a entrar na linha quando se distraíam. Nunca se esquecia de levar o pulôver de João e geralmente carregava um guarda-chuva na boca, para o caso de chover.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;No porão da escola da srta. Fulsom havia uma sala onde as babás ficavam esperando as crianças. Elas se sentavam em uns bancos compridos e Naná se deitava no chão, mas essa era a única diferença. Não lhe davam a menor atenção, pois achavam que pertencia a uma classe social inferior; Naná, por sua vez, desprezava a conversa fiada delas. Naná não gostava que as amigas da sra. Darling fossem ao quarto das crianças, mas, se iam, primeiro tirava rapidamente o avental de Miguel e fazia-o vestir um outro com passamanaria azul; depois desamassava a roupa de Wendy e dava um jeito no cabelo de João.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Ninguém poderia cuidar melhor das crianças. O sr. Darling sabia disso, mas sentia um certo mal-estar quando imaginava os possíveis comentários dos vizinhos. Afinal, tinha que zelar por sua reputação na cidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Naná também lhe causava outro tipo de mal-estar. Às vezes o sr. Darling achava que ela não o admirava. "Eu sei que ela admira muito você, Jorge", a sra. Darling lhe garantia, fazendo sinal aos filhos para que o tratassem particularmente bem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Seguiam-se danças encantadoras, das quais Liza, a outra empregada da família, podia participar de vez em quando. Ela parecia uma anãzinha, com aquela saia comprida e aquela touca de arrumadeira; ou então era criança mesmo, embora tivesse jurado, ao ser contratada, que tinha passado dos dez anos fazia muito tempo. Ah, a alegria dessas brincadeiras! A sra. Darling era a mais alegre: rodopiava com tanta animação que dela só se via o beijo, e nesse momento talvez se conseguisse ganhá-lo, correndo ao seu encontro. Nunca existiu uma família mais simples e mais feliz, até Peter Pan chegar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A sra. Darling estava arrumando a cabeça dos filhos quando ouviu falar de Peter Pan pela primeira vez. A noite, depois que as crianças pegam no sono, as boas mães costumam entrar na cabeça delas e organizá-las para a manhã seguinte, recolocando nos devidos lugares as muitas coisas que ficaram esparramadas durante o dia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Se você conseguisse ficar acordado (mas é claro que não consegue), veria sua mãe fazer isso e acharia divertido observá-la. É como arrumar gaveta. Você a veria ajoelhada, suponho, examinando o conteúdo de sua cabeça, tentando imaginar onde você pegou isso e aquilo, fazendo descobertas agradáveis e outras nem tanto, encostando alguma coisa no rosto como se fosse um gatinho e escondendo uma outra qualquer. De manhã, quando você acorda, as travessuras e as maldades que levou para a cama estão bem dobradas no fundo de sua cabeça, enquanto no alto, expostos com todo o capricho, estão os seus pensamentos mais bonitos, prontos para serem usados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Não sei se você já viu o mapa da cabeça de uma pessoa. Os médicos às vezes mapeiam outras partes da gente, e o resultado pode ser muito interessante, mas experimente surpreendê-los quando tentam mapear a cabeça de uma criança, que não só é confusa, como nunca pára quieta. O mapa fica cheio de ziguezagues, como um gráfico de temperatura, e provavelmente essas linhas são as estradas da ilha, pois a Terra do Nunca sempre é mais ou menos uma ilha, com manchas coloridas aqui e ali e recifes de coral, e um vistoso navio ao longe, e índios e tocas solitárias, e gnomos que em geral são alfaiates, e grutas banhadas por um rio, e príncipes com seis irmãos mais velhos, e uma cabana quase caindo, e uma velhinha de nariz adunco. Se fosse só isso, até que seria fácil, mas há também o primeiro dia de aula, a religião, os pais, o laguinho redondo, o bordado e a costura, os assassinatos, os enforcamentos, os verbos que pedem objeto indireto, o dia de pudim de chocolate, os primeiros suspensórios, o "diga-trinta-e-três", os três vinténs em troca de arrancar o próprio dente e por aí afora. E, faça parte da ilha ou seja um outro mapa o que aparece por baixo, o fato é que tudo isso é muito confuso, principalmente porque nada pára quieto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Naturalmente as Terras do Nunca variam muito. A de João, por exemplo, tinha uma lagoa com flamingos que a sobrevoavam e nos quais ele atirava, enquanto a de Miguel, que era muito pequeno, tinha um flamingo com lagoas que o sobrevoavam. João morava num barco emborcado na areia; Miguel, numa tenda de índio; Wendy, numa cabana de folhas muito bem costuradas. João não tinha amigos; Miguel tinha amigos à noite; Wendy tinha um lobinho de estimação que havia sido abandonado pelos pais. Mas de modo geral as Terras do Nunca se parecem como pessoas de uma mesma família, e, se ficassem paradas, em fila, poderíamos dizer que têm o mesmo nariz e assim por diante. É para essas praias mágicas que as crianças estão sempre levando seus barcos. Nós também estivemos lá; ainda conseguimos ouvir o barulho das ondas quebrando, se bem que nunca mais desembarcaremos lá.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;De todas as ilhas aprazíveis, a Terra do Nunca é a mais aconchegante e a mais compacta, nem grande nem esparramada, com cansativas distâncias entre uma aventura e outra, mas com tudo maravilhosamente apinhado. Quando você brinca ali de dia, com as cadeiras e a toalha de mesa, ela não é nem um pouco assustadora, mas nos dois minutos antes de você pegar no sono ela se torna quase real. Por isso é que existem as lampadinhas de cabeceira que ficam acesas a noite toda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Às vezes, viajando pela cabeça dos filhos, a sra. Darling encontrava coisas que&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;não conseguia entender. A mais intrigante era a palavra Peter. Ela não conhecia nenhum Peter, mas aqui e ali encontrava esse nome na cabeça de João e Miguel, enquanto na de Wendy ele começava a aparecer rabiscado por todo lado. Com letras maiores que as das outras palavras, o nome se destacava, e, observando-o, a sra. Darling achava que tinha uma aparência estranhamente arrogante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;— É, sim, ele é muito arrogante — Wendy admitiu com tristeza. Sua mãe andara lhe fazendo umas perguntas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;— Mas quem é ele, meu bem? — É o Peter Pan, mamãe, você sabe. No começo a sra. Darling não sabia, mas, depois de investigar sua própria infância, lembrou-se de um Peter Pan que, dizia-se, vivia com as fadas. Sobre ele circulavam histórias esquisitas. Contava-se, por exemplo, que, quando as crianças morriam, Peter Pan as acompanhava durante um pedaço do caminho, para que não tivessem medo. Na época a sra. Darling acreditava nele, mas, agora que estava casada e tinha juízo, duvidava que essa pessoa existisse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;— De qualquer modo, eleja deve ter crescido — concluiu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;— Não, ele não cresceu, não — Wendy respondeu com toda a segurança. — Ele é do meu tamanho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Queria dizer que ele era do seu tamanho físico e mental. Ela nem imaginava como sabia disso. Apenas sabia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A sra. Darling consultou o marido, que se limitou a sorrir, com ar de pouco-caso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;— Pode escrever o que eu vou dizer — ele comentou. — Isso deve ser alguma bobagem que a Naná enfiou na cabeça das crianças. É o tipo de idéia que só mesmo um cachorro teria. Esqueça! Isso vai passar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Mas não passou, e pouco tempo depois o irritante garoto deu um tremendo susto na sra. Darling.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;As crianças vivem as aventuras mais estranhas e não se impressionam nem um pouco. Podem se lembrar de mencionar, por exemplo, uma semana depois de o fato ter ocorrido, que quando estavam na floresta encontraram seu pai morto e brincaram com ele. Foi assim, com a maior naturalidade, que um dia de manhã Wendy fez uma revelação assombrosa. Foram encontradas no chão do quarto das crianças umas folhas de árvore que com certeza não estavam lá quando elas tinham ido dormir, e a sra. Darling tentava decifrar esse mistério quando Wendy falou, com um sorriso indulgente:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;— Aposto que foi o Peter, de novo! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;— Como assim? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;— Foi muito feio ele não limpar o chão — Wendy suspirou. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Era uma menina muito caprichosa. Ela explicou com toda a naturalidade que às&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;vezes Peter ia até seu quarto, à noite, sentava-se ao pé de sua cama e tocava flauta. Infelizmente ela nunca acordava, de maneira que nem imaginava como sabia disso. Apenas sabia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;— Que bobagem, querida! Ninguém pode entrar aqui sem bater na porta. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;— Acho que ele entra pela janela — Wendy explicou. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;— No terceiro andar, meu amor?! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;— As folhas não estavam pertinho da janela?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Sim, estavam mesmo bem perto da janela.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A sra. Darling não sabia o que pensar. Para Wendy, tudo parecia tão natural que ela não podia simplesmente dizer que a filha havia sonhado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;— Por que não me contou isso há mais tempo, filhinha?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;— Esqueci — Wendy respondeu, displicente; estava com pressa de ir tomar o café da manhã.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Ela havia sonhado, com certeza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Mas as folhas eram reais. A sra. Darling examinou-as cuidadosamente e concluiu, com absoluta certeza, que não vinham de nenhuma árvore existente na Inglaterra. Tratou então de engatinhar pelo quarto, procurando, com a ajuda de uma vela, marcas de um pé estranho no assoalho. Depois remexeu a chaminé com o atiçador de brasas e bateu nas paredes. Por fim, jogou a fita métrica pela janela e calculou que nove metros a separavam do chão, sem uma única saliência onde alguém pudesse se agarrar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Wendy havia sonhado, sem dúvida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Mas Wendy não havia sonhado, como seria comprovado na noite seguinte, quando se iniciaram as extraordinárias aventuras dessas crianças.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Na noite em questão Naná estava de folga. A sra. Darling deu banho nos filhos, levou-os para a cama e cantou para eles até que, um a um, eles soltaram sua mão e partiram para a terra do sono. Achou-os tão seguros e tão bem acomodados que sorriu dos próprios receios e sentou-se tranqüilamente ao pé do fogo para costurar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Estava fazendo a primeira camisa de Miguel, que a usaria em seu aniversário. No entanto, com o calor do fogo e a luz suave das três lâmpadas de cabeceira, deixou o trabalho parado no colo. A sra. Darling pendeu a cabeça graciosamente e adormeceu. Vejam só esses quatro: Wendy e Miguel ali, João aqui, e a mãe deles junto da lareira. Devia haver uma quarta lâmpada para ficar acesa a noite toda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A sra. Darling sonhou que a Terra do Nunca estava bem perto e que um estranho menino, vindo de lá, entrou no quarto. Não ficou com medo dele, pois pensou que já o havia visto no rosto de muitas mulheres que não têm filhos. Talvez se possa encontrá-lo também no rosto de algumas mães. No sonho, porém, ele tinha rasgado o véu que encobre a Terra do Nunca — e a sra. Darling viu Wendy, João e Miguel espiando pelo rasgão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O sonho em si não teria a mínima importância, mas, enquanto ela sonhava, a janela do quarto se abriu e um menino saltou para dentro. Acompanhava-o uma estranha luz, que teria no máximo o tamanho do punho de uma criança e corria pelo quarto como uma coisa viva. Acho que foi essa luz que acordou a sra. Darling.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.7px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Soltando um grito de susto, ela pulou da poltrona, viu o menino e não teve dúvida de que se tratava de Peter Pan. Se você, eu ou Wendy estivéssemos lá, veríamos que ele se parecia muito com o beijo da sra. Darling. Um amor de menino, vestido de folhas e coberto da seiva que brota das árvores. Porém, o que tinha de mais fascinante eram os dentes: todos de leite. Quando percebeu que estava diante de uma mulher adulta, mostrou-lhe os dentes, quer dizer, as pequeninas pérolas de sua boca.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2330165397350510816-7589885752415144376?l=unbestandig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unbestandig.blogspot.com/feeds/7589885752415144376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2330165397350510816&amp;postID=7589885752415144376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/7589885752415144376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/7589885752415144376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unbestandig.blogspot.com/2011/06/peter-pan-wendy-por-barriejames-matthew.html' title='Peter Pan &amp; Wendy por Barrie.James Matthew, 1860-1937.'/><author><name>UNbeständig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09240198168476819859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2330165397350510816.post-4172715739468382589</id><published>2011-05-16T17:07:00.002-07:00</published><updated>2011-05-16T17:26:12.529-07:00</updated><title type='text'>Caetano Veloso - Sonhos (Compositor Peninha)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Tudo era apenas uma brincadeira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  E foi crescendo, crescendo, me absorvendo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  E de repente eu me vi assim completamente seu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  Vi a minha força amarrada no seu passo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  Vi que sem você não tem caminho,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  eu não me acho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  Vi um grande amor gritar dentro de mim como&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  eu sonhei um dia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  Quando o meu mundo era mais mundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  E todo mundo admitia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  Uma mudança muito estranha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  Mais pureza, mais carinho mais calma,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  mais alegria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  No meu jeito de me dar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  Quando a canção se fez mais clara e mais sentida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  Quando a poesia realmente fez folia em minha vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  Você veio me falar dessa paixão inesperada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  Por outra pessoa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  Mas não tem revolta não&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  Eu só quero que você se encontre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  Ter saudade até que é bom&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  É melhor que caminhar vazio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  A esperança é um dom&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  Que eu tenho em mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  Eu tenho sim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  Não tem desespero não&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  Você me ensinou milhões de coisas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  Tenho um sonho em minhas mãos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  Amanhã será um novo dia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  Certamente eu vou ser mais feliz&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-b7c5c9464c484dac" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v6.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3Db7c5c9464c484dac%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331652639%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D550BC8CCFC57884EA7C3A4889F89291A5AD4117D.74CE1F74A2357E3EDA3D42CAEE8D3A8B41F7F7BC%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Db7c5c9464c484dac%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DCrM08z42areXtqR0sxWdYZ2XsWk&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v6.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3Db7c5c9464c484dac%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331652639%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D550BC8CCFC57884EA7C3A4889F89291A5AD4117D.74CE1F74A2357E3EDA3D42CAEE8D3A8B41F7F7BC%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Db7c5c9464c484dac%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DCrM08z42areXtqR0sxWdYZ2XsWk&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2330165397350510816-4172715739468382589?l=unbestandig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unbestandig.blogspot.com/feeds/4172715739468382589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2330165397350510816&amp;postID=4172715739468382589' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/4172715739468382589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/4172715739468382589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unbestandig.blogspot.com/2011/05/caetano-veloso-sonhos-compositor.html' title='Caetano Veloso - Sonhos (Compositor Peninha)'/><author><name>UNbeständig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09240198168476819859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2330165397350510816.post-789273631009857548</id><published>2011-05-16T17:07:00.001-07:00</published><updated>2011-06-07T20:30:22.911-07:00</updated><title type='text'>A História do Petróleo 5-5 (Dublado) .... Documentários Discovery Channel</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-5b3584697738180d" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v13.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3D5b3584697738180d%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331652639%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D23786EA3BEBA70EB18EB6A4079ED493AB5DE3457.65EFF60D969AEFCBF6404D694CC2F40F71FD0E4F%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D5b3584697738180d%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DYxQ8FJ4qIIO5XC7aoFgWXt-ACeg&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v13.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3D5b3584697738180d%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331652639%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D23786EA3BEBA70EB18EB6A4079ED493AB5DE3457.65EFF60D969AEFCBF6404D694CC2F40F71FD0E4F%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D5b3584697738180d%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DYxQ8FJ4qIIO5XC7aoFgWXt-ACeg&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2330165397350510816-789273631009857548?l=unbestandig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unbestandig.blogspot.com/feeds/789273631009857548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2330165397350510816&amp;postID=789273631009857548' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/789273631009857548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/789273631009857548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unbestandig.blogspot.com/2011/05/historia-do-petroleo-5-5-dublado.html' title='A História do Petróleo 5-5 (Dublado) .... Documentários Discovery Channel'/><author><name>UNbeständig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09240198168476819859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2330165397350510816.post-6487134034449364725</id><published>2011-05-16T06:54:00.000-07:00</published><updated>2011-05-16T07:06:09.475-07:00</updated><title type='text'>A História do Petróleo 4-5 (Dublado) .... Documentários Discovery Channel</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-42e0f80601541f37" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v10.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3D42e0f80601541f37%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331652639%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D81AC0C991F38C1002BBECF869310DD87D463D2BF.628CC84D3E647C7610353B6B8DAD321C4669931C%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D42e0f80601541f37%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Drr7lumRrsq-E7HBDu9iQZRWOrog&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v10.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3D42e0f80601541f37%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331652639%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D81AC0C991F38C1002BBECF869310DD87D463D2BF.628CC84D3E647C7610353B6B8DAD321C4669931C%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D42e0f80601541f37%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Drr7lumRrsq-E7HBDu9iQZRWOrog&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2330165397350510816-6487134034449364725?l=unbestandig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unbestandig.blogspot.com/feeds/6487134034449364725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2330165397350510816&amp;postID=6487134034449364725' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/6487134034449364725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/6487134034449364725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unbestandig.blogspot.com/2011/05/historia-do-petroleo-4-5-dublado.html' title='A História do Petróleo 4-5 (Dublado) .... Documentários Discovery Channel'/><author><name>UNbeständig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09240198168476819859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2330165397350510816.post-368302975608174668</id><published>2011-05-16T06:38:00.000-07:00</published><updated>2011-05-16T06:53:23.036-07:00</updated><title type='text'>A História do Petróleo 3-5 (Dublado) .... Documentários Discovery Channel</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-8e1b19be7d3ef554" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v9.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3D8e1b19be7d3ef554%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331652639%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D4DFC23551BC07FE0E9CDAEE48C954ABE231852EC.746E0EB365D9992708ED9C5D6FA6D9F3D9DD3BEE%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D8e1b19be7d3ef554%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DxW1XiyBcBk3GfC8ePsoVPykgpxc&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v9.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3D8e1b19be7d3ef554%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331652639%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D4DFC23551BC07FE0E9CDAEE48C954ABE231852EC.746E0EB365D9992708ED9C5D6FA6D9F3D9DD3BEE%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D8e1b19be7d3ef554%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DxW1XiyBcBk3GfC8ePsoVPykgpxc&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2330165397350510816-368302975608174668?l=unbestandig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unbestandig.blogspot.com/feeds/368302975608174668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2330165397350510816&amp;postID=368302975608174668' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/368302975608174668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/368302975608174668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unbestandig.blogspot.com/2011/05/historia-do-petroleo-2-5-dublado_16.html' title='A História do Petróleo 3-5 (Dublado) .... Documentários Discovery Channel'/><author><name>UNbeständig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09240198168476819859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2330165397350510816.post-3846098087959690494</id><published>2011-05-16T06:14:00.000-07:00</published><updated>2011-05-16T06:36:21.020-07:00</updated><title type='text'>A História do Petróleo 2-5 (Dublado) .... Documentários Discovery Channel</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-d6030e3f38c30da4" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v21.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dd6030e3f38c30da4%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331652639%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D20E01FA2E4B8F30972C5444C1C981308C3461105.A0FA349ED82348E3145492D46D24E7FE9F13BB6%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dd6030e3f38c30da4%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DY6IWgFtRxXTx6bzlWh38QPGDUV0&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v21.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dd6030e3f38c30da4%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331652639%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D20E01FA2E4B8F30972C5444C1C981308C3461105.A0FA349ED82348E3145492D46D24E7FE9F13BB6%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dd6030e3f38c30da4%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DY6IWgFtRxXTx6bzlWh38QPGDUV0&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2330165397350510816-3846098087959690494?l=unbestandig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unbestandig.blogspot.com/feeds/3846098087959690494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2330165397350510816&amp;postID=3846098087959690494' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/3846098087959690494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/3846098087959690494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unbestandig.blogspot.com/2011/05/historia-do-petroleo-2-5-dublado.html' title='A História do Petróleo 2-5 (Dublado) .... Documentários Discovery Channel'/><author><name>UNbeständig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09240198168476819859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2330165397350510816.post-5021404364530484151</id><published>2011-05-15T13:50:00.000-07:00</published><updated>2011-05-16T06:04:43.179-07:00</updated><title type='text'>A História do Petróleo 1-5 (Dublado) .... Documentários Discovery Channel</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-9c62fe66ee4287af" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v18.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D9c62fe66ee4287af%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331652639%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3DD242F57A069EDE3E1596722D1CE1EEE9C1D731B.651E560CA9071ED804901FAA82AD426F5B1C43DF%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D9c62fe66ee4287af%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DEUWoNOsuyk9tI6Pka4OPLZTxtH0&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v18.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D9c62fe66ee4287af%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331652639%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3DD242F57A069EDE3E1596722D1CE1EEE9C1D731B.651E560CA9071ED804901FAA82AD426F5B1C43DF%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D9c62fe66ee4287af%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DEUWoNOsuyk9tI6Pka4OPLZTxtH0&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2330165397350510816-5021404364530484151?l=unbestandig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unbestandig.blogspot.com/feeds/5021404364530484151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2330165397350510816&amp;postID=5021404364530484151' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/5021404364530484151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/5021404364530484151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unbestandig.blogspot.com/2011/05/historia-do-petroleo-dublado.html' title='A História do Petróleo 1-5 (Dublado) .... Documentários Discovery Channel'/><author><name>UNbeständig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09240198168476819859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2330165397350510816.post-8511434915191455470</id><published>2011-05-10T16:56:00.001-07:00</published><updated>2011-05-16T06:03:00.910-07:00</updated><title type='text'>Se você busca a ausência de sofrimento, terá que aceitar a ausência da alegria.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Hoje eu estava ouvindo uma amiga falar de como estava sendo difícil para ela o fim do seu relacionamento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Então me lembrei de um livro de cabeceira, "A Essência dos ensinamentos de Buda". Em uma parte do livro Thich fala o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;De acordo com o budismo existem dois tipos de verdade, a relative ou verdade mundane (samvriti satya) e a absoluta (paramartha satya). Nós atravessamos a porta da prática conduzidos pela verdade relative. Reconhecemos a presence da felicidade e do sofrimento e tentamos nos posicionar para obter mais felicidade. A cada dia progredimos um pouco mais, até que um dia percebemos que o sofrimento e a felicidade não “são duas coisas”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Um poema vietnamita diz:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;As pessoas falam continuamente sobre suas dores e alegrias&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mas o que realmente existe que possa causar dor ou felicidade?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A alegria resultante dos prazeres dos sentidos sempre conduz à dor, e o sofrimento que passamos ao longo do Caminho sempre conduz à felicidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Onde houver alegria, há sofrimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Se você busca a ausência de sofrimento, terá que aceitar a ausência da alegria.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sempre vai ser muito difícil acabar um relacionamento, sempre vai ser difícil entender que tudo o que um dia eram flores, secou e morreu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mas se enchergarmos que não existe um “sim” e um “não”, um “certo” e um “errado”, uma linha que divide tudo entre felicidade e alegria. E se vermos que a flor ainda vai florescer, que o ato de findar um relacionamento foi a forma mais sincera e direta de dizer que “eu te amo e por isso não consigo mais não te dar tudo o que gostaria”, mas eu espero que no dia certo, no momento certo, a pessoa que vai te dar tantas lagrimas de tristeza e de alegria, tantos motivos para seguir em frente, vai aparecer e vocês vão andar talvez em um só pé e vão simplesmente saber que vocês estão em paz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Tudo sempre na vida vai ser cheio de tristeza e alegria, a vida não tem linhas tão duras que dividem os dois, não temos momentos só de alegria ou só de tristeza.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Então basta nós aceitarmos como as coisas são, não sofrermos por estarmos muitos felizes agora, esperando algo ruim acontecer, não rir desesperados pois logo adiante vem as lágrimas. Este dois vão sempre estar um no outro, sorrisos e lágrimas são dois amantes que se misturam sem saber onde um começa e o outro termina. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2330165397350510816-8511434915191455470?l=unbestandig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unbestandig.blogspot.com/feeds/8511434915191455470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2330165397350510816&amp;postID=8511434915191455470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/8511434915191455470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/8511434915191455470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unbestandig.blogspot.com/2011/05/se-voce-busca-ausencia-de-sofrimento.html' title='Se você busca a ausência de sofrimento, terá que aceitar a ausência da alegria.'/><author><name>UNbeständig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09240198168476819859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2330165397350510816.post-3027687255097117162</id><published>2011-05-10T08:45:00.000-07:00</published><updated>2011-05-10T15:59:39.247-07:00</updated><title type='text'>A Essência dos Ensinamentos de Buda - Thich Nhat Hanh - Parar, Acalmar-se, Descansar e Curar-se</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;A vezes parece que o mundo é feito de barulho, que é preciso correr, andar, que se você não souber o que foi dito há dois minutos, você não faz parte deste mundo, você é uma pessoa atrasada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Mas ao mesmo tempo que você corre e corre, consumindo tudo o que se pode ouvir, falar, ver, fazer, você percebe &lt;/span&gt;no meio do caminho que existe algo errado, que você já não sabe porque disse sim, porque não, parece que tudo está errado, mas mesmo assim você não para.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Existe uma história zen sobre um homem e um cavalo. O cavalo está galopando rapidamente, e parece que o homem que cavalga se dirige a algum lugar. Outro homem, em pé ao lado da estrada, grita: "Aonde você está indo?"e o homem a cavalo responde: "Não sei. Pergunte ao cavalo!"Esta é a nossa história. Estamos todos sobre um cavalo, não sabemos aonde vamos e não conseguimos parar. O cavalo é a força de nossos hábitos que nos puxa, e somos impotentes diante dela. Estamos sempre correndo, e isso já se tornou um hábito. Estamos acostumados a lutar o tempo todo, até mesmo durante o sono. Estamos em guerra com nós mesmo, e é fácil declarar guerra aos outros também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos aprender a arte de fazer cessar - para nosso pensamento, a força de nossos hábitos, nossa desatenção, bem como as emoções intensas que nos regem. Quando um emoção nos assola, ela se assemelha a uma tempesta, que leva consigo a nossa paz. Nós ligamos a TV e depois a desligamos, pegamos um livro e depois o deixamos de lado. O que podemos fazer para interromper este estado de agitação? Como podemos fazer para cessar o medo, o desespero, a raiva e os desejos? É simples. Podemos fazer isso através da prática da respiração consciente, do caminhar consciente, do sorriso consciente e da contemplação profunda - para sermos capazes de compreender. Quando prestamos atenção e entramos em contato com o momento presente, os frutos que colhemos são a compreenssão, a aceitação, o amor e o desejo de avaliar o sofrimento e fazer brotar a alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buda ensinou uma variedade de técnicas para nos ajudar a acalmar corpo e mente, e considerar a situação presente em toda a sua profundidade. Essas técnicas podem ser resumidas em cinco estágios:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Reconhecimento - se estamos zangados, dizemos "reconheço que a raiva está dentro de mim".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) Aceitação - quando estamos zangados, não negamos a raiva. Aceitamos aquilo que está presente em nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3) Acolher - abraçamos a raiva como faz uma mãe com o filho que chora. Nossa atenção plena acolhe a emoção, e só isso já é capaz de acalmar a raiva e a nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(4) Olhar em profundidade - quando nos acalmamos o suficiente, conseguimos absorver profundamente para entender o que provocou a raiva, ou seja, o que está fazendo o bebê chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(5) Insight - o fruto do olhar profundo é a compreensão das causas e condições, tanto primárias quanto secundárias, que provocaram a raiva e fizeram nosso bebê chorar. Talvez ele esteja com fome. Talvez o alfinete da fralda o esteja machucando. Talvez nossa raiva tenha surgido quando um amigo nos falou em um tom ofensivo, mas de repente nos lembramos de que essa pessoa não está bem hoje porque seu pai está muito doente. Continuamos a refletir dessa forma até compreendermos a causa de nosso atual sofrimento. A compreensão nos dirá o que fazer ou não fazer para mudar a situação.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2330165397350510816-3027687255097117162?l=unbestandig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unbestandig.blogspot.com/feeds/3027687255097117162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2330165397350510816&amp;postID=3027687255097117162' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/3027687255097117162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/3027687255097117162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unbestandig.blogspot.com/2011/05/essencia-dos-ensinamentos-de-buda-thich_10.html' title='A Essência dos Ensinamentos de Buda - Thich Nhat Hanh - Parar, Acalmar-se, Descansar e Curar-se'/><author><name>UNbeständig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09240198168476819859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2330165397350510816.post-722066895642385895</id><published>2011-05-10T07:47:00.000-07:00</published><updated>2011-05-10T09:09:30.626-07:00</updated><title type='text'>A Essência dos Ensinamentos de Buda - Thich Nhat Hanh - O Pensamento Correto</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No ano passado, ao passear em um bosque com um grupo de crianças, percebi que um das meninas estava absorta em seus pensamentos. Finalmente, ela me perguntou: "Vovô, de que cor é a casca daquela árvore?" "É da cor que você vê ", respondi eu. Eu queria que ela penetrasse naquele mundo maravilhoso que estava à sua frente, e não desejava colocar mais nenhum conceito em sua cabeça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Existem quatro práticas relacionadas ao Pensamento Correto*:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(1) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family:verdana;" &gt;"Você tem certeza?"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; - Se houver uma corda em seu caminho e você enxergar uma cobra, o medo inevitavelmente surgirá. Quando mais deturpada for a percepção, mais incorreto será seu pensamento resultante. Por favor, anote as palavras &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family:verdana;" &gt;"Você tem certeza?"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; em uma grande folha de papel e pendure em algum lugar bem visível, onde não possa deixar de ver. E repita esta pergunta inúmeras vezes. As percepções errôneas geram pensamentos incorretor e muito sofrimento desnecessário. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(2) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family:verdana;" &gt;"O que estou fazendo?" - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Às vezes pergunto a um dos meus alunos o que ele está fazendo, para ajudá-lo a largar os pensamentos sobre o passado ou sobre o futuro e retornar ao momento presente. Pergunto para ajudá-lo a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family:verdana;" &gt;existir&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; - aqui e agora. Para responder, ele só precisa sorrir. Um sorriso é a única coisa que demonstraria sua real presença.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando nos perguntamos o que estamos fazendo, fica mais fácil vencer o hábito de querer terminar tudo rapidamente. Sorria para si mesmo e diga: "Lavar este prato é a coisa mais importante de minha vida." Quando se pergunta, "O que estou fazendo?", reflita seriamente sobre a questão. Caso os pensamentos o arrastem para outras paragens, você precisa de mais atenção plena para impedir que isso aconteça. Quando você está realmente presente, lavar os pratos pode ser uma experiência profunda e extremamente agradável.  Mas se você lava os pratos pensando o tempo todo em outra coisa, está perdendo tempo e provavelmente deixando de lavar bem os pratos. Se não estiver presente, nem que lave 84.000 pratos não terá mérito. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O imperador Wu* perguntou a Bodhidharma*, o fundador do zen budista na China, quanto mérito ele havia conquistado ao construir templos por todo o país. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Bodhidharma respondeu: "Mérito nenhum." Mas se você lava um único prato com atenção plena, se construir um pequeno templo enquanto permanece inteiramente no momento presente - sem querer estar em enhum outro lugar, nem desejoso de fama ou reconhecimento, - o mérito deste ato será enorme, e você se sentirá feliz. Pergunte a si mesmo: "O que estou fazendo?" Quando você aplica plena atenção ao que está fazendo, sem ser arrastado por seus pensamentos, torna-se uma pessoa feliz e um instrumento de ajuda para os outros. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;* A palavra &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family:verdana;" &gt;samma&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, em língua páli, significa &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family:verdana;" &gt;correto, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;o equivalente em sânscrito é &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family:verdana;" &gt;samyak. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ela é um advérbio que significa  " na forma certa", "reta", "direita", sem curvas nem torções. A Atenção Plena Correta, por exemplo, significa que existem duas formas corretas de atenção, formas que são benéficas e certas. A atenção plena errada significa que existem formas incorretas, distorcidas e prejudiciais de praticar. Ao entrar no Nobre Caminho Óctuplo, aprendemos formas benéficas de praticar, ou seja, a forma "Correta". Correto e errado não são julgamentos morais nem padrões arbitrários impostos de fora para dentro. Através do nosso próprio despertar, podemos identificar tanto aquilo que é benéfico (correto) como aquilo que não é (errado). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A Essência dos Ensinamentos de Buda - Thich Nhat Hanh&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;* Com a ascensão do sexto imperador Han, Wudi (o Imperador Wu), o "Imperador Marcial", que  governou durante 54 anos (141-87 a.C.), a China entrou num período de  segura expansão militar que estendeu suas fronteiras quase até a sua  moderna posição, com a exceção da grande área de território costeiro em  frente a Formosa. Han Wudi foi indubitavelmente um dos mais dinâmicos da  longa lista de imperadores chineses. Muito ambicioso e capaz,  introduziu um novo estilo de controle pessoal do processo governamental.  Substituiu os funcionários regulares, na prática, por um corpo de  Escritores Palacianos, por quem fazia proclamar uma série de editos e  ordens que cobriam cada departamento de assuntos civis e militares. Os  Escritores, por sua vez, decidiam, dentre os inúmeros documentos (o  governo da China tinha mais burocracia do que outro qualquer do mundo)  os que deveriam chegar à mesa do imperador. O poder dos Escritores  Palacianos pode ser avaliado pelo fato de que o seu Intendente era, ao  mesmo tempo, comandante-em-chefe do exército. Entretanto, permaneciam  servos de Wudi, pois este fiscalizava pessoalmente cada departamento. Os  perigos óbvios desse sistema altamente centralizado eram, de algum  modo, atenuados pelo fato de que Wudi era, em muitos aspectos, um  soberano esclarecido. Ele estimulou o renascimento dos estudos  confucianos e foi enérgico em recrutar os eruditos mais talentosos para a  sua administração. A esse respeito, proclamou um famoso texto:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;QUEREMOS HERÓIS! UMA PROCLAMAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Trabalhos  excepcionais exigem homens excepcionais. Um cavalo indócil ou  escoiceador pode vir a tornar-se um animal muito valioso. Um homem que é  objeto de ódio de todos pode mais tarde realizar grandes obras. O que  acontece com o cavalo intratável passa-se também com o homem arrogante: é  apenas uma questão de treinamento. NÓS, desse modo, ordenamos aos  vários funcionários distritais que procurem homens de talento brilhante e  excepcional, para se transformarem em NOSSOS generais, NOSSOS ministros  e NOSSOS emissários aos Estados distantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;[Giles, p.76]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://chinaimperial.blogspot.com/2008/03/dinastia-han-anterior.html&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; * (aprox. início do século V) foi o &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bhikkhu" title="Bhikkhu"&gt;monge&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Budismo" title="Budismo"&gt;Budista&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; tradicionalmente associado com a transmissão do &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ch%C3%A1n" title="Chán" class="mw-redirect"&gt;Chán&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; (&lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zen" title="Zen"&gt;Zen&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;) à China.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:Verdana;font-size:100%;"  &gt;O Budismo chegou à China  2.000 anos atrás. Reporta-se que já no ano 65 d.C., uma comunidade de  monges budistas vivia sob proteção da realeza na parte norte da  Província de Kiangsu, próxima do local de nascimento de Confúcio, e os  primeiros monges provavelmente chegaram 100 anos antes. &lt;p align="JUSTIFY"&gt;Desde  então, dezenas de milhares de monges da Índia e da Ásia Central têm  viajado para China por terra e mar, mas dentre aqueles que trouxeram os  ensinamentos de Buda para China, nenhum teve impacto comparável ao de  Bodhidharma.&lt;/p&gt;&lt;p align="JUSTIFY"&gt;Conhecido apenas por alguns  discípulos durante sua vida, Bodhidharma é o patriarca de milhões de  zen-budistas e de estudantes de kung-fu. Também é o protagonista de  muitas lendas. Além de ter trazido zen e kung-fu, relata-se também ter  trazido o chá para a China. Para se resguardar de cair no sono durante a  meditação, ele cortou suas pálpebras, e onde elas caíram cresceram  arbustos de chá. Desde então, o chá tornou-se a bebida não somente de  monges, mas de todos no Oriente. Fiéis a essa tradição, os artistas  invariavelmente representam Bodhidharma com olhos salientes e sem  pálpebras.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:Verdana;font-size:100%;"  &gt;Este  texto foi traduzido para o português por Shinzen, que ofereceu sua  tradução como presente ao Lama Samten na sua ordenação em 14 de dezembro  de 1996. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.nossacasa.net/shunya/default.asp?menu=147&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Bodhidharma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2330165397350510816-722066895642385895?l=unbestandig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unbestandig.blogspot.com/feeds/722066895642385895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2330165397350510816&amp;postID=722066895642385895' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/722066895642385895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/722066895642385895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unbestandig.blogspot.com/2011/05/essencia-dos-ensinamentos-de-buda-thich.html' title='A Essência dos Ensinamentos de Buda - Thich Nhat Hanh - O Pensamento Correto'/><author><name>UNbeständig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09240198168476819859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2330165397350510816.post-9190272065711930341</id><published>2008-09-11T20:10:00.000-07:00</published><updated>2008-09-11T20:23:42.158-07:00</updated><title type='text'>Janela da Alma</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-ebff9711358a3808" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" 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Por que a gente fala? Como conseguimos jogar para fora sons? Como conseguimos transformar estes em palavras? Como as palavras surgiram? Como o alfabeto surgiu? Por que temos que seguir tais e tais regras? Quem as fez???&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E por isso comecei a pesquisar, a tentar entender um pouco do começo de tudo isso. Então eu juntei vários textos, que explicam cada um um pouco de cada coisa, para podermos juntar e entender um contexto maior. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se sinta livre para questionar caso tenha dúvidas, adoro perguntas e sempre estarei ao seu dispor para respondê-las.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: normal; font-family: verdana;font-family:verdana;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Conceito e história breve da comunicação em sociedade (comunicação social) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;O conceito de comunicação social é um conceito algo vago e abstracto. Geralmente, aplica-se como sinónimo de sistema jornalístico ou de meios de comunicação jornalísticos. No entanto, o conceito alberga, em geral, todas as actividades (ou estratégias) organizadas e deliberadas de produção, difusão e recepção mediada de mensagens, ou seja, alberga as actividades que visam a comunicação mediada com os membros da sociedade e com as organizações e grupos em que os indivíduos se agrupam, bem como a comunicação entre essas organizações e grupos. As relações públicas, a publicidade, a propaganda, a comunicação de marketing e o jornalismo incluem-se entre as principais actividades (ou estratégias) de comunicação social. As estratégias de comunicação social não têm fronteiras rígidas. Apenas alguns exemplos: o jornalismo toma emprestadas técnicas da publicidade para fazer passar as mensagens com mais facilidade. As empresas jornalísticas recorrem ao marketing para fazerem estudos de mercado e audiência e, posteriormente, orientarem a produção jornalística para os interesses dos consumido. Os profissionais de relações públicas redigem comunicados à imprensa que, por vezes, são publicados na íntegra, como notícias. Autores como Chomsky e Herman (1988) dizem que o jornalismo pode, pontualmente, funcionar como um sistema de propaganda, mesmo no Ocidente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Além de possuírem fronteiras difusas, as actividades de comunicação social relacionam-se entre si. Os profissionais de relações públicas relacionam-se com os jornalistas, os publicitários e os especialistas em marketing; os especialistas em marketing político relacionam-se com os profissionais de relações públicas, os publicitários e os jornalistas, etc. A comunicação social relaciona-se também com as organizações e instituições que existem na sociedade e contribui para que estas se ponham, igualmente, em relação. Em suma, vários subsistemas sociais inter-relacionam-se no mais vasto e complexo sistema social por acção das comunicações sociais e estas, por seu turno, inter-relacionam-se entre si, enquanto subsistemas sociais que também são. Apesar deste relacionamento estreito entre as estratégias de comunicação social, o envasamento teórico de cada uma delas parece ser relativamente desproporcional. O campo jornalístico temse revelado mais fecundo. A pesquisa científica sobre os processos jornalísticos tem gerado conhecimentos mais vastos e profundos do que a investigação sobre publicidade e relações públicas, talvez porque a pesquisa em comunicação nasceu com a pesquisa sobre jornalismo, em 1690. Além disso, embora a pesquisa sobre as actividades de comunicação social tenha encontrado nas questões dos efeitos, da significação e da elaboração de mensagens importantes objectos de estudo, a pesquisa específica sobre o jornalismo tem ido mais longe, preocupando-se, igualmente, com a interpretação do processo jornalístico de produção de informação. Inversamente, a pesquisa sobre a produção da mensagem publicitária e sobre o processo das relações públicas pouco ultrapassou o limiar da descrição, categorização e do estabelecimento de regras para a elaboração de mensagens persuasivas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: normal; font-family: verdana;font-family:verdana;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A "invenção"da comunicação social e a formação do espaço público&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;O ser humano é um ser eminentemente social. Nos primórdios da humanidade, os homens agregavam-se em pequenos grupos tribais e necessitavam de comunicar uns com os outros para garantir a sua sobrevivência. Quando o homem pintava as paredes das cavernas evidenciava a necessidade de comunicar que advém do pensamento complexo. A sedentarização, proporcionada pela agricultura, permitiu o aparecimento das cidades e a urbanização. As aglomerações urbanas, os excedentes agrícolas e pecuários, a necessidade de armas e de instrumentos para o trabalho agrícola e para a caça são alguns dos factores que impulsionaram as trocas comerciais e o aparecimento de manufacturas. A intensificação do comércio e dos laços entre cidades impulsionou a criação de vias de comunicação. Os comerciantes faziam circular não apenas bens, mas também informações (notícias) e ideias. Foram seguidos por artistas, mágicos, adivinhos e contadores de histórias ambulantes. O advento das civilizações radica nestes processos históricos. Com o dealbar das civilizações tem também início o "processo de comunicação social ", entendido como o processo de comunicação em sociedade, normalmente para um grupo grande de receptores, e geralmente usando dispositivos técnicos que suportam a comunicação - os media. Innis (1950; 1951) e McLuhan (1962; 1964) salientaram bem os laços entre os sistemas comunicacionais e as civilizações que os utilizam. Porém, com propriedade, apenas se pode falar de comunicação social massiva com a urbanização (igualmente) massiva que se desenvolveu durante a segunda Revolução Industrial, ao longo do século XIX (Hohlfeldt, 2001: 62).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A comunicação em sociedade radica, em primeiro lugar, numa habilidade humana, a linguagem. Mas foi apenas com a passagem da linguagem oral à escrita (praticada sobre suportes mediáticos, como o barro, a madeira, a pedra, a cera e o papiro) que se tornou possível à comunicação vencer o tempo e, em grande medida, o espaço. A escrita constituiu, portanto, um dos alicerces dos processos de comunicação social. A escrita permitiu o registo. Por isso a Pré-História corresponde ao tempo antes da escrita; a História é o tempo após a escrita.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Foi a escrita que permitiu ao homem transmitir rigorosamente informações de geração em geração sem se sujeitar à infidelidade dos processos de transmissão oral e, ao contrário do que sucede com os restantes seres vivos e aconteceu com os nossos antepassados mais antigos, sem ter de esperar pelo complexo processo de inscrição de nova informação no ADN, através das mutações e da selecção natural (Hawking, 2002: 162-165). Como diz Stephen Hawking (2002: 165): "Foi esta transmissão de dados por meios externos, não biológicos, que permitiu à espécie humana dominar o mundo e ser uma população em aumento exponencial. No entanto, (...) é provável que sejamos capazes de redesenhar completamente o ADN no decurso do próximo milénio (...) [e] é inevitável que alguém, algures, projecte um ser humano melhorado. (...)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De uma certa forma, é necessário que a humanidade melhore as suas capacidades físicas e mentais para poder enfrentar o mundo cada vez mais complexo que a rodeia e outros desafios, como as viagens interplanetárias. Os seres humanos também precisam de aumentar a sua complexidade para que os sistemas biológicos continuem a ser superiores aos electrónicos." A escrita foi inventada pelos sumérios, cerca de 3.500 anos antes de Cristo (Hohlfeldt, 2001: 63). Terá nascido da necessidade de se conservarem registos das transacções comerciais1. As primeiras formas escritas eram pictográficas2, mas depressa evoluíram para um sistema ideográfico3, mais abstracto. A evolução da escrita ideográfica gerou a (nossa) escrita alfabética, por atribuição de valor fonético aos signos gráficos. Por volta do ano 2500 a. C., os sumérios já usavam a escrita cuneiforme, assim chamada porque os caracteres eram geralmente gravados em barro com um estilete de ponta quadrada, adquirindo a forma de cunha. Este sistema de escrita misturava signos pictográficos, ideográficos e silábicos4. A nossa escrita é simultaneamente alfabética e ideográfica (caso dos algarismos, dos sinais de operações matemáticas, etc.). Os sumérios fixaram por escrito, em suportes apropriados, os textos sagrados, as genealogias, as lendas e mitos fundadores, os calendários, os códigos e leis. A escrita contribuiu, assim, para a harmonização e regulação da vida política, administrativa, religiosa e jurídica, cumprindo uma função social e culturalmente agregadora. Tornou também possível a expansão das civilizações e o aparecimento dos primeiros impérios. Ao permitir que as instruções, os regulamentos e os relatos pudessem chegar a todo lado, sem variação de forma e onteúdo, a escrita permitiu igualmente a tentacularização do poder central. Da Mesopotâmia a escrita foi exportada para outros espaços. Na utilização da escrita, aos sumérios sucederam-se os povos da bacia mediterrânica, como os egípcios, os judeus, os fenícios e, posteriormente, os gregos. A escrita também se desenvolveu no extremo oriente, especificamente na China, embora de forma separada da bacia mediterrânica, sendo esta, provavelmente, uma das razões pelas quais os orientais ainda hoje têm um sistema de escrita ideográfica. Na Grécia dos séculos IX e VIII a.C. surgem os poemas épicos Ilíada e Odisseia, escritas por Homero5. A escrita serviu de base à criação literária e à fixação dos mitos fundadores das civilizações. Na Ilíada narra-se a guerra de Tróia (até à morte do herói troiano Heitor, às mãos do herói grego Aquiles), que culminou com a vitória de Atenas. Nessa obra, de alguma maneira dão-se justificações para a supremacia de Atenas entre as cidades-estado gregas (Hohlfeldt, 2001: 67). A Odisseia narra as aventuras do herói grego Ulisses, na sua viagem de regresso a casa, para reencontrar o seu pai, o rei, a fiel mulher, Penélope, e o filho. Essas obras tiveram como complemento a Teogonia, de Hesíodo, que fixa a tradição mitológica grega, referindo-se à criação do universo, aos deuses, à criação do homem e às relações entre os deuses e entre homens e deuses. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p  style="font-family: verdana;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2330165397350510816-5698095820199123999?l=unbestandig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=a625dee9b3e36538&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unbestandig.blogspot.com/feeds/5698095820199123999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2330165397350510816&amp;postID=5698095820199123999' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/5698095820199123999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/5698095820199123999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unbestandig.blogspot.com/2008/09/jorge-pedro-sousa-elementos-de-teoria-e.html' title='Jorge Pedro Sousa -  Elementos de Teoria e Pesquisa da Comunicação e dos Media, 2006'/><author><name>UNbeständig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09240198168476819859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2330165397350510816.post-5035739473743506207</id><published>2008-09-10T22:27:00.000-07:00</published><updated>2008-09-14T20:08:55.381-07:00</updated><title type='text'>Palavras de um anônimo</title><content type='html'>Alguns dizem &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;"não existem certezas, apenas possibilidades"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; e outros que&lt;span style="font-size:130%;"&gt; "&lt;strong&gt;toda decisão que você toma- toda decisão - não é uma decisão sobre o que você faz, é uma decisão sobre quem você é".&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Mas como saber quem somos, se nem sabemos o que isso significa? Bom , somos nomeados como a semiologia pode expressar, seres humanos. Mas o que é ser humano? &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;" A resposta não pode estar na direção adotada por muitas respostas: a de que o homem é bom ou mau, afetuoso ou destruidor, ingênuo ou independente"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; até porque como foi dito por Goethe &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;" não há crime do qual não se possa imaginar ser o autor"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Evidentemente,&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;strong&gt;" o homem pode ser tudo isso, bem como pode ser musical ou insensível à música, sensível a pintura ou dautônico, um santo ou um patife. Todas essas e muitas outras qualidades são várias possibilidades de ser humano. De fato todas elas estão dentro de cada um de nós. Estar plenamente consciente da sua humanidade significa estar consciente de que, como disse Terêncio, "Homo sum; humani nibil a me alienum puto" (Sou homem e nada do que é humano me é estranho); de que cada um traz dentro de si toda a humanidade, o santo bem como o criminoso. Todas essas manifestações de humanidade não são a resposta ao que significa ser humano. Elas estão apenas respodendo à pergunta: O quanto podemos ser diferentes e, ainda assim, ser humanos?"&lt;/strong&gt;O que podemos pensar é que talvez pelo homem &lt;strong&gt;" não só querer saber o que é necessário para sobreviver como também querer compreender o que é a vida humana",&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; que talvez tenhamos duas escolhas, se agarrar a crença científica de que tudo tem uma explicação além das doutrinas e palavras cristãs ou crer que de alguma forma nunca saberemos se de fato vivemos apenas para dar lugar a um novo ser, a uma nova vida que seguirá o mesmo futuro fatídico de nós mesmo. Acho que talvez antes de dar nomes ao que nem mesmo entendemos, pois além das palavras não descreverem toda a inquietação que cai sobre o homem, nós mesmos que as profanamos não sabemos o que de fato fazemos. É difícil entender o motivo delas não descreverem se apenas sabemos reproduzí-las, junta-las, amá-las, se agarrar a elas como se elas fosse a única metodologia segura de continuar a sobrevivermos. Elas são tão vagas e isso não é uma dor, por não saber descrever o que se sente ou não saber o pq se faz, mas é ao menos uma certeza, a de não sabemos o pq estamos aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Se és incapaz de sonhar, nasceste velho. Se o teu sonho te impede de agir segundo as realidades, nasceste inútil; se porém sabes transformar sonhos em realidade que encontram com a luz do teu sonho, então serás grande na tua pátria e a tua pátria será grande em ti."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2330165397350510816-5035739473743506207?l=unbestandig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unbestandig.blogspot.com/feeds/5035739473743506207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2330165397350510816&amp;postID=5035739473743506207' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/5035739473743506207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/5035739473743506207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unbestandig.blogspot.com/2008/09/palavras-de-um-annimo.html' title='Palavras de um anônimo'/><author><name>UNbeständig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09240198168476819859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2330165397350510816.post-3635145809618241580</id><published>2008-09-10T22:21:00.000-07:00</published><updated>2011-05-08T16:09:26.564-07:00</updated><title type='text'>Trechos de Livros: Leonardo Da V. , Erich Fromm,  Rainer  M.  Rilke e outros.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Comentários do Livro :Simbolos e mitos na pintura de Leonardo Da Vinci de Leonardo Da Vinci ( Pintor, escultor, inventor):&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;· “ E se tu dicessi, la musica, essere composta di proporzione; ho io com questa medesima, seguito pittura, come vedrai”.&lt;br /&gt;· “ O espírito do artista deve assemelhar-se ao espelho que se transforma na côr dos objetos e se enche de tantas aparências quantas há diante dêle” (Lu. 58 a).&lt;br /&gt;· “ O pintor que traduz por prática e julgamento dos olhos, sem raciocínio, é como o espelho, onde se imitam as coisas mais opostas sem conhecimento da sua essência”.&lt;br /&gt;· “ A necessidade obriga a mente do pintor a transmutar-se na própria mente da natureza, de modo a tornar-se intérprete entre a natureza e a arte”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Comentários do Livro :A revolução da esperança de Erich Fromm :&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· “ Ter esperança significa estar pronto a todo momento para aquilo que ainda não nasceu e todavia não se desesperar se não ocorrer nascimento algum durante nossa existência”.&lt;br /&gt;· “ Como acontece com todas as outras experiências humanas, as palavras não bastam para descrever a esperança. De fato, na maior parte do tempo, as palavras fazem o oposto: elas a obscurecem, dissecam-na e matam-na”.&lt;br /&gt;· “ A maioria das pessoas é tão “ ativa” que não suporta não fazer nada; elas até mesmo transformam seu chamado tempo de lazer em outra forma de atividade”.&lt;br /&gt;· “ E sempre se imaginam imensamente ativas, embora sejam impulsionadas pela obsessão de fazer algo a fim de figir à ansiedade despertada quando elas são confrontadas consigo mesmas”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Comentários do Livro :Cartas a um jovem poeta (primeira carta) de Rainer M. Rilke :&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;· “ ... a maioria dos acontecimentos é inexprimível e ocorre num espaço em que nenhuma palavra nunca pisou”.&lt;br /&gt;· “ Mesmo assim, o exame de sua consciência que lhe peço não terá sido inútil. Sua vida, a partir desse momento, há de encontrar caminhos próprios. Que sejam bons, ricos, largos é o que lhe desejo, muito mais do que lhe posso exprimir”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· “ Que mais lhe devo dizer? Parece-me que tudo foi acentuado segundo convinha. Afinal de contas, queria apenas sugerir-lhe que se deixasse chegar com discrição e gravidade ao termo de sua evolução. Nada a poderia perturbar mais do que olhar para fora e aguardar de fora respostas e perguntas a que talvez somente seu sentimento mais íntimo possa responder na hora mais silenciosa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bob Marley: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· “Meu lar é sempre onde estou,&lt;br /&gt;Meu lar está na minha mente,&lt;br /&gt;Meu lar são meus pensamentos,&lt;br /&gt;Meu lar é pensar as coisas que eu penso.&lt;br /&gt;Esse é meu lar.&lt;br /&gt;Meu lar não é um lugar material por ai...&lt;br /&gt;Meu lar está na minha mente"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sermão da Quinta-feira da quaresma na misericórdia de lisboa, ano de 1669, Padre Antônio Videira, sermão sobre a cegueira:&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;"Por que assim como há muitos que olham para cegar, que são os que olham sem tento; assim há muitos que vêem sem olhar, porque vêem sem atenção. Não basta ver para ver, é necessário olhar para o que se vê. Não vemos as coisas que vemos; porque não olhamos para elas. Vemo-las sem advertência e sem atenção, e a mesma desatenção é a cegueira da vista. Divertem-nos a atenção os pensamentos; suspendem-nos a atenção os cuidados; roubam-nos a atenção os afetos; e por isso vendo a vaidade do mundo, vamos após ela, com se fora muito sólida; como se fora muito certa, vendo a fragilidade da vida, fundamos sobre ela castelos, como se fora muito firme; vendo a inconstância da fortuna, seguimos suas promessas, como se fossem muito seguras, vendo a mentira de todas as coisas humanas, cremos nelas como se fossem muito verdadeiras".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"I suspect the most beautiful thing people can come to realize is where they fit in the world."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2330165397350510816-3635145809618241580?l=unbestandig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unbestandig.blogspot.com/feeds/3635145809618241580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2330165397350510816&amp;postID=3635145809618241580' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/3635145809618241580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/3635145809618241580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unbestandig.blogspot.com/2008/09/trechos-de-livros-leonardo-da-v-erich.html' title='Trechos de Livros: Leonardo Da V. , Erich Fromm,  Rainer  M.  Rilke e outros.'/><author><name>UNbeständig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09240198168476819859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2330165397350510816.post-3857171322057683158</id><published>2008-09-10T21:57:00.000-07:00</published><updated>2008-12-14T13:27:18.467-08:00</updated><title type='text'>Algumas palavras de grandes pessoas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Comentários dos Vídeos : Janela da Alma e Entrevista Wim Wender&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Wim Wenders (Cineasta):&lt;br /&gt;· “ O enquadramento é algo muito estranho porque o que está fora é quase mais importante do que o que está dentro”.&lt;br /&gt;· “ Mas o verdadeiro ato de enquadrar consiste em excluir algo”.&lt;br /&gt;· “ O enquadramento se define muito mais pelo que não se mostra do que pelo que se mostra. Porque a cada fotograma que você realiza você decide o que faz ou não faz parte da história. Portanto o enquadramento tem total relação com o contar da história.&lt;br /&gt;· “ Você pode sair do cinema depois de 10 minutos caso sinta que depois desses primeiros minutos o que você está vendo é algo que vai querer apagar , posteriormente e que não conseguirá mais apagar”.&lt;br /&gt;· “Acho que muitas imagens, uma vez que entram em nós continuam a viver dentro de nós”.&lt;br /&gt;· (comentário de wim wenders em relação a um cometário de sua mulher) “ Se vejo um filme e percebo que não quero que continue a viver em mim, a única solução é levantar e sair. Eu sei que não quero que este filme continue vivo na minha memória”.&lt;br /&gt;· “Eu aprendi que é bom sair”.&lt;br /&gt;· “Percebo cada vez mais que não vale a pena fazer algo que não podemos fazer com total convicção . Então não quero fazer mais nada que não seja, que não tenha origem num ato de amor. E acho que o que quer que façamos por qualquer outra razão é perda de tempo”.&lt;br /&gt;· “ Felizmente, a maioria de nós é capaz de ver com os ouvidos de ouvir com o cérebro, com o estômago e com a alma”.&lt;br /&gt;· “Creio que vemos em parte com os olhos, não exclusivamente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eugen Baucar (Fotógrafo e filósofo Francês):&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· “Mas vocês não são videntes clássicos, vocês são cegos, porque, atualmente, vivemos em um mundo que perdeu a visão. A televisão nos propor~e imagens prontas e não sabemos mais vê-las, não vemos mais nada porque perdemos o olhar interior, perdemos o distanciamento. Em outras palavras, vivemos em uma espécie de cegueira generalizada”.&lt;br /&gt;· “ Para mim, linguagem e imagem estão ligadas, isto é , o verbo é cego, mas é o verbo que a torna visível. Sendo cego o verbo torna visível, cria imagens graças ao verbo, temos as imagens”.&lt;br /&gt;· “ Atualmente, as imagens se criam por si mesmas, deixaram de ser o resultado do verbo, e isso é muito grave. É preciso que haja um equilíbrio entre o verbo e a imagem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Oliver Sacks (Neurologista e escritor):&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· “Curiosamente, às vezes, a emoção pode se separar da imagem. As pessoas que têm esse problema, denominado Síndrome de Capgras, podem deixar de reconhecer o marido, a esposa, os filhos e passam a acreditar que estão sendo enganadas. Elas falam: “Você não é o meu marido, você se parece com ele, mas é uma imitação. Você não é o verdadeiro, tomou o lugar dele”. Aparentemente, o que acontece nesse caso é que o sentimento de ternura e familiaridade desaparece. O reconhecimento visual existe, mas não o emocional. E nesse caso, a pessoal mergulha em plena contradição e é forçada a concluir que está sendo enganada, que estão lhe pregando uma peça. Isso reforça a idéia de que o reconhecimento, a memória visual e toda forma de percepção devem estar inseparavelmente ligadas à emoção. Quando a memória visual é desconectada da emoção que lhe corresponde, uma grave crise nervosa pode ocorrer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Saramago (Ensaio Sobre a Cegueira):&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· “ Vivemos em uma Luna Parque Visual, em que a ofeta de imagens é tão grande , que acabamos não vendo nada”&lt;br /&gt;· “ Vivemos todos em uma espécie de Luna Parque audiovisual onde os sons se multiplicam, onde as imagens se multiplicam e onde nós mais ou menos creio eu que isso vai acontecer, vamos cada vez mais se sentir perdidos, perdidos em primeiro lugar de nós mesmos e em segundo lugar, perdidos na relação com o mundo, acabamos por aí circular sem saber quem somos, nem pra que servimos, nem que sentido tem a existência”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2330165397350510816-3857171322057683158?l=unbestandig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unbestandig.blogspot.com/feeds/3857171322057683158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2330165397350510816&amp;postID=3857171322057683158' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/3857171322057683158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2330165397350510816/posts/default/3857171322057683158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unbestandig.blogspot.com/2008/09/algumas-palavras-de-grandes-pessoas.html' title='Algumas palavras de grandes pessoas'/><author><name>UNbeständig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09240198168476819859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
